
O Hospital Central de Maputo (HCM) e a Agência Nacional de Energia Atómica (ANEA) procederam, no dia 4 de março de 2026, à recepção oficial da obra de reabilitação do bunker destinado ao armazenamento de fontes radioativas em desuso, localizado naquela unidade sanitária.
A intervenção foi realizada no âmbito da cooperação entre a ANEA, o Hospital Central de Maputo e o Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, com o objectivo de reforçar a segurança radiológica e assegurar a gestão segura destes materiais em Moçambique.
A infraestrutura reabilitada foi entregue pela Encarregada de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique, em representação do Departamento de Estado, entidade responsável pelo financiamento do projeto.

As obras tiveram início a 18 de Setembro de 2025 e enquadram-se nos esforços de cooperação entre Moçambique e os Estados Unidos para fortalecer a segurança radiológica e a gestão segura de fontes radioactivas..
Este projecto integra as medidas estratégicas da ANEA destinadas ao reforço da protecção radiológica e da segurança nuclear em Moçambique, garantindo que materiais radioativos em desuso sejam armazenados de forma segura e em conformidade com os padrões internacionais.
Recorde-se que, a 10 de julho de 2025, foi instalado no Hospital Central de Maputo um contentor especializado para o armazenamento provisório de fontes radioativas, incluindo as fontes remanescentes do período colonial.
A intervenção foi implementada em duas fases principais:
- Instalação de um contentor provisório, destinado ao armazenamento temporário das fontes radioativas;
- Reabilitação do antigo Bunker, que passa agora a funcionar como uma infraestrutura modernizada e devidamente equipada para o armazenamento seguro destes materiais.
Durante a cerimónia, a Direção do Hospital Central de Maputo destacou que a requalificação da infraestrutura representa um importante ganho em termos de segurança para a unidade sanitária, que recebe diariamente um elevado número de utentes.
Nos últimos seis meses, o hospital registou uma média mensal de cerca de 1.100 pacientes internados, além de aproximadamente 1.500 pessoas que circulam diariamente na unidade, entre pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde.
Segundo a Direção do hospital, embora o bunker anteriormente não estivesse em funcionamento, o estado da infraestrutura constituía uma preocupação em termos de segurança. Com a reabilitação, reforçam-se as condições de proteção para profissionais de saúde, pacientes e para a população que recorre à maior unidade hospitalar do país.
Por sua vez, a representante do Governo dos Estados Unidos destacou o papel da ANEA na condução técnica do projecto, sublinhando que a iniciativa foi implementada de acordo com elevados padrões internacionais de segurança radiológica.
A diplomata referiu ainda que o projeto constitui um exemplo da cooperação entre Moçambique e os Estados Unidos nas áreas de segurança, saúde e cooperação técnica, contribuindo para a proteção dos cidadãos e para o fortalecimento das relações entre os dois países. A reabilitação do Bunker representa um passo importante na modernização das infraestruturas de proteção radiológica em Moçambique, reforçando o compromisso do país com a segurança pública, a proteção ambiental e o cumprimento das obrigações internacionais em matéria de segurança nuclear.

